Congresso das Comunidades Imigrantes Adventistas reúne 700 pessoas em Loures
O congresso das comunidades de imigrantes adventistas em Portugal realizou-se com imensa dignidade e fervor. Nos dias 3 e 4, o auditório do Instituto Bíblico Monte Esperança, em Loures, converteu-se numa celebração de culturas, tradições e costumes....
O congresso das comunidades de imigrantes adventistas em Portugal realizou-se com imensa dignidade e fervor. Nos dias 3 e 4, o auditório do Instituto Bíblico Monte Esperança, em Loures, converteu-se numa celebração de culturas, tradições e costumes. As comunidades residentes no país reuniram-se num intercâmbio multicultural para partilhar as suas raízes. Ao longo de dois dias, o palco do evento recebeu exibições culturais e musicais de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Brasil, Venezuela, Colômbia e Ucrânia. Reuniu cerca de 700 pessoas, incluindo várias nacionalidades. O palco recebeu atuações dos mais diversos grupos e coros, como o coral da ACIAP de 50 vozes, o coral de Sacavém, o coral Talatona Metropolitana (extensão Portugal), Vocal Ezer, Blend Acapella, Vocal Vibes, Grupo Vocal Belina Neves e o vocal Kumi. No sábado à tarde, houve ainda tempo para um debate com o tema "Resiliência e adaptabilidade do imigrante em contexto histórico português", moderado por Jaime Molossande. O painel de oradores foi constituído pelo Pastor Artur Machado (Diretor da Região Eclesiástica de Lisboa e Vale do Tejo), pela Dra. Cármen Maciel (Diretora Executiva da ADRA Portugal), pela Dra. Patrícia Santiago (do Departamento de Igualdade e Desenvolvimento Social – Divisão de Igualdade e Cidadania da Câmara de Loures) e pelo Pastor José Lagoa (Presidente da UPASD). O evento contou também com um desfile de trajes, bandeiras e hinos, protagonizado por representantes de cada país. Este congresso foi um dos mais relevantes promovidos pela a ACIAP junto das comunidades imigrantes Adventistas em Portugal, sustentado por duas razões fundamentais: além do momento espiritual que motivou a sua realização, também ofereceu um espaço para reflexão, confraternização, testemunho e convívio. Do mesmo modo, cabe realçar as mensagens transmitidas pelos pastores Júlio Carlos Santos, logo na abertura de sexta-feira, e José Lagoa, no momento solene do culto de Sábado. O pastor Artur Machado, Diretor da Região Eclesiástica de Lisboa e Vale do Tejo, destacou no seu discurso a relevância da iniciativa e o forte envolvimento das comunidades a nível congregacional. Sugeriu, por isso, abrir um debate com a UPASD para impulsionar a participação comunitária em futuros eventos semelhantes, lembrando que, no fundo, todos nós somos migrantes nesta terra. No que respeita à música, valem a pena destacar os momentos especiais e espirituais protagonizados pelos corais e grupos musicais. Estes momentos foram marcados pela excelente condução de apresentadores como Amália Santana e Jaime Molossande, bem como de Belina Neves. Destaca-se ainda a participação do pastor Hernâni Moura, que dinamizou a recapitulação das lições da escola sabatina junto da sua equipa, constituída por Desconte Michael Mandinga (da comunidade de Feitais) e Eugénio Mota (da Comunidade da Póvoa de Santo Adrião). Em nome da ACIAP, agradecemos a dedicação de todas as comunidades participantes. Congratulo, uma vez mais, todas e todos os participantes, sobretudo as equipas multidisciplinares do congresso. Agradece-se, igualmente, aos oradores. Mas um dos momentos altos deste congresso foi, sem dúvida, além dos momentos espirituais, o convívio partilhado entre comunidades que, certamente, promoveu a unidade. Um evento que superou todas as expectativas, quer para a Câmara Municipal de Loures, quer para a UPASD e a organização. Reconhecemos algumas falhas do ponto de vista organizacional, que poderão ser melhoradas em futuros eventos. Apesar da diversidade cultural existente, as pessoas tiveram apenas a preocupação de adorar e de se divertir, num clima de grande harmonia e boa disposição, que os registos aqui tão bem retratam nesta Editorial e que atestam a relevância de promover iniciativas desta natureza. A união da ACIAP, através do seu desempenho e capacidade de mobilização, consolidou-se como um pilar essencial para assegurar a prestação de um serviço missionário cada vez mais representativo, eficaz e próximo a nível nacional. Por isso, o nosso contributo e sentido de compromisso continuarão a ser fundamentais para cumprir, juntos, a importante missão que Deus nos incumbiu. A ACIAP une as comunidades e nós somos essa ponte.

















